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quarta-feira, janeiro 23, 2002
 
A algumas construções atrás eu mencionei que estava lendo O Hobbit, o filme que deu origem à série, digo, o livro que deu origem ao Senhor dos Anéis.

Um amigo meu me emprestou o livro em 1998, pois queria transformar aquilo numa peça de teatro, na verdade, queria tratar da relação entre Elfos e Humanos. Era uma idéia muito boa, mas A Megera Domada acabou ganhando. O que foi bom pra mim, porque ganhei meu primeiro protagonista.

Acabei lendo O Hobbit só agora... é, aquela coisa de mídia e tal... se tivesse lido na época hoje não seria mais um que está 'lendo só por causa do filme'. Sorte desse meu amigo, que vai presenciar um feito inédito: alguém devolverá um livro emprestado há três anos...

O que eu quero ressaltar é um parágrafo que descreve muito bem e de forma muito breve uma das passagens do livro. No contexto geral pode ter muito mais graça e impacto, mas me chamou atenção de qualquer maneira pela gama de sensações que acabou me despertando. O autor sabe ambientar e descrever ambientes fantasiosos como poucos. Aí vai:

De repente, sem qualquer sinal, avançaram silenciosamente para o ataque. Arcos zuniam e flechas assobiavam; a batalha estava apenas começando.
Mais de repente ainda, porém, a escuridão sobreveio com terrível rapidez! Uma nuvem negra cobriu o céu. Um trovão de inverno sobre o vento furioso ecoou pela Montanha, e um relâmpago acendeu-lhe o pico. E, abaixo do trovão, outra escuridão podia ser vista avançando num rodamoinho, mas não vinha com o vento, vinha do norte, como uma vasta nuvem de pássaros, tão densa que não se via nenhuma luz entre suas asas.